Engarrafamento

15 08 2010

Não percebo. Engarrafamento em locais sem garrafas. Sempre que ouço falar num perto de onde estou vou a correr, sempre na esperança que quando falam em engarrafamento numa estrada, estejam a referir-se a um camião de transporte de garrafas de cerveja tombado. Sempre podia salvar algumas vitimas…

A partir de agora sempre que sair com o meu veículo levo uma fresquinha juntamente com um pacotinho de tremoços. Se ficar num engarrafamento, digamos na ponte 25 de Abril, sempre lhes dou uso. Não deve haver problema de beber álcool e conduzir. Se estamos num engarrafamento qual é o problema de virar uma garrafinha ou duas? Até pode ajudar a resolver a embrulhada.

Já agora, se filas de trânsito ou amontoados de carros na via publica, são designados de engarrafamentos, a que se chama ao acto de engarrafar? Encarramento? Mas se metem barcos lá dentro, não devia ser embarcamento? Estou confuso…





Dopping

12 08 2010

Coisa boa. Tentem tomar um desses maravilhosos produtos com uma taça de tremoços em frente e vejam quantos conseguem comer num minuto.

Sou apologista do controlos anti-dopping, que mais não seja para expulsar treinadores indesejáveis, mas isso é assunto para outra tipo de conversa totalmente diferente.

O que me deixa estupefacto é a quantidade de desportos onde este controlo existe.

Para quem não sabe, até no xadrez existe controlos anti-dopping. Para quê?

Quais serão as alegações para um jogador de xadrez estar dopado?

O jogador X consegue fazer mover as peças a 20 km/h. Só pode estar drogadinho.

O jogador Y tem um bispo que consegue, além de andar na diagonal, andar na horizontal e vertical. Só pode estar a chutar para a veia.

O jogador Z tem um rei homossexual. Só pode estar a abusar da medicação para a asma.

O que será a seguir? Controlo anti-dopping no jogo da sueca?

Ó meu amigo você já é a terceira mão seguida em que tem mais de 5 trunfos. No fim do torneio vai ali atrás daquela árvore ao pé da toalha de piquenique e urine aqui para o copinho…





Agricultura

8 08 2010

Não é fácil. Muito trabalho, difícil e por vezes mal recompensado. Penso muitas vezes neles e no trabalho que têm a produzir os magníficos tremoços.

Existe por vezes até decisões que são tomadas que não ajudam em nada quem trabalha nesta área.

A que mais me revoltou foi a decisão de acabarem com a inclusão de favas nos bolos rei.

Será que ninguém pensou no que iria ser dos produtores de favas? E porquê que decidiram isso? Só porque não é cristalizado e diminui em muito o risco de enfarte e obesidade, remove-se assim? Agora o que é que se faz a tanta fava?

Podiam começar a coloca-las em pasteis de nata, mas aí perdia-se toda a emoção.

As saudades que tenho de comer bolo rei e a cada fatia o surgir da adrenalina, na expectativa de sermos os infelizes premiados com aquele tremocinho verde que nos obrigava a pagar um novo bolo rei. Para mim acabou, já não tenho incentivo para comprar mais nenhum.

Pensando bem, era a nossa roleta russa, que em vez de balas, eram fatias de bolo carregadas com açúcar, onde em vez de morrermos com um tiro na cabeça, poderíamos morrer de um aneurisma.

Já ninguém liga às tradições, nem às minhas, que deixava sempre uma fatiazinha de bolo rei perto da chaminé na noite de 24 para 25 de Dezembro, para o Pai Natal, na esperança que no dia a seguir ele lá tivesse deixado um bolo inteiro. Agora deixo o quê? Um pires de tremoços?





Estás rico.

5 08 2010

Se há coisa que não percebo na tv é o fascínio que existe pelos concursos. Não me interpretem mal, eu gosto de ver concursos como qualquer outro, mas mesmo assim não entendo.

Não entendo o conceito de ver outras pessoas a ganhar/perder dinheiro. Se é assim tão divertido porquê não fazer programas de pessoal a trabalhar? O resultado final é o mesmo.

Outra coisa é o pessoal ficar em casa sentado no sofá com a sua cerveja numa mão e um pires de tremoços na outra a tentar acertar em mais respostas às perguntas que os concorrentes. Quantas vezes não acontece o concorrente estar a tentar responder a uma pergunta para ganhar 20 mil euros, falhar e haver logo um chico esperto a dizer “Ai ca burro. Até eu sabia aquilo.”

Tenho uma coisa a dizer a esse pessoal:

Parabéns!!!

Acabaram de ganhar 20 mil euros imaginários. Agora vão comprar roupa imaginária e quem sabe um automóvel imaginário com esse dinheirinho, para depois puderem sair à rua com eles e todos verem como inteligentes vocês são.





Tecnologia

1 08 2010

Avanços tecnológicos é o que se quer. Acabei de saber que já conseguiram colocar uns chipezitos em peças de roupa que avaliam os sinais vitais da pessoa que as está a usar.

Ora só se pode considerar isso como muito bom e vou ser cliente certo desse tipo de roupas. Já me estou a imaginar sentado num café a roupa começar a apitar feita doida, chamar o empregado e dizer: “Olhe, estou a ter um enfarte, podia ir ligar para o 112 e quando voltar traga um pires de tremoços, um sumo e um descafeinado servido em chávena fria com adoçante. É que eles demoram tanto tempo a chegar e assim ia para o Hospital com a barriga mais composta…”.

Agora a sério, que tal usarem essa nova tecnologia para qualquer coisa melhor. A meu ver isso só tem utilidade se for colocado em cuecas, de preferência de mulheres.

Calma aí, não é nada disso que estão a pensar. Quem disse que o que me estava a passar pela cabeça eram vibradores com controlo remoto? Eu não disse nada disso, nem sequer me passou isso pela cabeça, por isso nada de ideias que eu sou um gajo sério e puro (embora admita que isso possa ser uma área de mercado a explorar).

O meu interesse centra-se pura e exclusivamente na segurança.

O que eu gostava de ver era umas cuecas de mulher com sistema GPS (acho que todos sabem para que serve um GPS) e um sistema qualquer que indicasse se as cuecas estão ou não vestidas. A minha ideia era vestir isso a uma eventual filha que pudesse ter, tanto para saber sempre onde ela andava, se nenhum chico esperto andava a meter-se onde não devia e na eventualidade de haver um gajo que cometesse esse erro eu puder ir dar uso à minha rica caçadeira adquirida para o efeito.

Sempre podia dar uso à minha celebre frase (que demorei cerca de uma semana a inventar): “Ai gostas de buracos? Então toma lá meia dúzia deles para levares para casa.”

Qualquer homem que seja pai de uma menina de certeza que gostaria de adquirir esse artigo.

A ultima questão que se põe é se era necessário terem sempre a depilação feita ou não? Não consigo saber se o pelo poderia ou não, interferir com o sinal de localização por GPS. Ora ai está um estudo que não me importava de realizar. Há voluntárias?






Voltar a estudar

25 07 2010

Queria mesmo arranjar outra coisa que me rendesse muito dinheiro sem fazer nada, qualquer coisa tipo exercer medicina ou ser juiz. Para isso tinha de voltar a estudar e tirar outro curso, mas o que me impede a sério de seguir este caminho são o raio dos exames e médias de admissão para entrar na universidade.

Assim sendo, já andei a pesquisar a melhor maneira de entrar para um curso qualquer sem ter de estudar muito e cheguei à conclusão, que a melhor maneira é ser um atleta profissional nalgum desporto. Ou seja, quem não sabe fazer nada que estimule o crescimento do país tem prioridade em relação aos outros. É de conhecimento geral que correr depressa é mais importante que saber fazer alguma coisa de útil, que mais não seja para depois fugir caso se faça asneira.

Pensei então inscrever-me como enfardador de tremoços. parece que não, mas consigo meter 20 de uma vez dentro da boca e espantem-se, com casca. Mas afinal e para grande pena minha, não é considerado desporto, só porque faço isso deitado num sofá.

Vou então tentar a minha sorte e inscrever-me como profissional de pesca desportiva ou boxe. Conseguir pescar cerca de duas embalagens de 400 gramas de filetes panados com sabor a limão e que dá para cozinhar no forno, de uma arca frigorífica de um supermercado para o carrinho de compras, a cada 5 segundos ou conseguir deixar os dois olhos da minha mulher negros só com um murro, valham de alguma coisa para entrar num novo curso.

Parece que não mas no que diz respeito à pesca são quase 10 quilos de peixe por minuto, para não falar do pão ralado que o envolve e que dá para ir ao forno. No que diz respeito ao boxe ainda é mais difícil. Tem que se acertar com o punho mesmo em cheio naquele sitio mesmo acima do nariz e entre os olhos e como o raio da mulher é danada e não gosta que eu tenha sucesso no que faço, foge sempre que quero treinar. Nem imaginam como é difícil acertar ai, com ela em movimento e a gritar “Por favor, não”.








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